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MP diz que morte de Nahim foi acidental por causa de bebida, remédio, droga e queda de escada e pede arquivamento do caso

MP diz que morte de Nahim foi acidental por causa de bebida, remédio, droga e queda de escada e pede arquivamento do caso

Cantor Nahim em dezembro de 2004 — Foto: ERNESTO RODRIGUES/ESTADÃO CONTEÚDO

O Ministério Público (MP) pediu à Justiça o arquivamento do inquérito policial do caso Nahim.

A Promotoria concordou com a Polícia Civil que concluiu que a morte do cantor foi acidental por uma conjunção de fatores, entre eles uso de bebida, remédio, droga e queda acidental (saiba mais abaixo).

O MP descartou, desse modo, que o artista tenha sido vítima de algum crime. Até a última atualização desta reportagem a Justiça ainda não havia dado uma decisão sobre o caso.

Nahim foi encontrado morto em 13 de junho na casa onde morava sozinho com os cães, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo.

De acordo com a Promotoria, a investigação policial e o laudo pericial apontaram que o fato de o cantor ter 71 anos de idade, possuir uma doença cardíaca e ter só 20% da visão num dos olhos também contribuíram para a sua morte.

Segundo a Polícia Técnico-Científica, Nahim tinha cardiopatia isquêmica crônica, doença grave que afeta o fluxo sanguíneo para o coração, devido ao acúmulo de placas de colesterol nas artérias coronárias.

Em seguida, de acordo com os peritos, o cantor misturou bebida alcoólica, com remédio contra insônia e cocaína. Depois teve um mal súbito, tropeçou na escada mal iluminada, caiu e bateu a cabeça no chão.

Laudo do Instituto Médico Legal (IML) informou que Nahim morreu principalmente por intoxicação de cocaína e traumatismo craniano, aliados a outros fatores.

Segundo a perícia, ele pode ter perdido a consciência ou até mesmo ter tido uma morte súbita por causa da droga, sofrendo, por um desses motivos, a queda que resultou no trauma na cabeça.

O 1º Distrito Policial (DP) da cidade, que investigou o caso como "morte suspeita", não encontrou indícios de que alguém possa ter cometido um crime e matado Nahim. O sobrado em que o artista morava não tem sinais de invasão nem de que algo tenha sido roubado.

A investigação policial ainda ouviu os depoimentos de testemunhas que encontraram o corpo de Nahim e de pessoas que conviveram com o artista, entre elas, sua ex-esposa e amigos. Funcionários de uma empresa de telefonia viram o cantor caído perto da escada da residência e avisaram a polícia.

Câmeras de segurança foram buscadas pelos policiais civis para saber se chegaram a gravar algo que pudesse ajudar a esclarecer como Nahim morreu. Mas não encontraram nenhuma imagem reveladora.

Testemunhas que foram ouvidas na delegacia confirmaram que o cantor fazia uso "esporádico ou recreativo" de cocaína.


Caixão com corpo de Nahim deixa Alesp sob aplausos dos fãs — Foto: Carol Ianelli/TV Globo

Caixão com corpo de Nahim deixa Alesp sob aplausos dos fãs — Foto: Carol Ianelli/TV Globo

 

Quem foi Nahim

Nahim era o nome artístico de Naim Jorge Elias Júnior. Ele nasceu em 11 de agosto de 1952 em Miguelópolis, interior do estado de São Paulo.

O cantor fez sucesso na década de 1980, quando frequentava programas de auditório e foi um dos grandes vencedores do quadro "Qual É a Música?", do Programa Silvio Santos, no SBT.

O velório do cantor ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Fãs, parentes e amigos foram se despedir de Nahim. O caixão com o corpo deixou a Alesp sob aplausos e músicas dele, cantadas por quem o visitou pela última vez.

O artista ganhou projeção nacional com os hits “Dá Coração", "Coração de Melão" e "Taka Taka".

Na mesma época, ele gravou seu primeiro disco em português. Ao todo, foram mais de 14 discos e 86 músicas lançadas.

Ao longo da carreira, participou de diversos programas de televisão, dentre eles "A Fazenda", reality show da TV Record.

Em abril de 2019, o artista chegou a ser preso por descumprir uma medida protetiva contra uma de suas ex-esposas, Sandra Aparecida Pandolfi de Freitas.

Em 2020, ele se candidatou a vereador por São Paulo, mas não foi eleito

Fonte: g1.globo.com